REITOR DA UNIFAE NA AUSTRÁLIA

Balanço extremamente positivo, com muitas possibilidades de parcerias com as Universidades australianas e grande interesse do Governo da Austrália em estreitar relações com o Brasil e outros países da América Latina. Com esta síntese, otimista, o reitor da UNIFAE, Prof. Dr. Francisco de Carvalho Arten definiu a missão de reitores brasileiros que está terminando uma visita de dez dias na Austrália, iniciada no último dia 15 e termina neste final de semana.

O convite para a UNIFAE e outras instituições que compõem a comitiva da ABRUEM, Associação Brasileira dos Reitores das Universidades Estaduais e Municipais, partiu do Governo australiano, via Embaixada brasileira e por meio do Departamento de Educação e Treinamento. No convite, Niclas Jonsson, Conselheiro de Educação e Ciência para a América Latina, destaca a missão com a oportunidade de mapear oportunidades de cooperação entre as mais destacadas instituições australianas e brasileiras e afirma que o “Brasil é um dos parceiros prioritários para o desenvolvimento dos campos da educação, ciência e inovação”.

Muitas oportunidades

A Austrália passa neste momento por uma grande reforma no Sistema de Ensino Superior que tem características semelhantes ao modelo da UNIFAE e de outras autarquias públicas que investem os recursos arrecadados junto aos alunos. O Prof. Arten destaca que nas visitas às universidades e nas muitas reuniões de trabalho, foi possível identificar pontos em comum e oportunidades de aprimoramento nos modelos de ensino e gestão deles com o que vivenciamos. E relata também que um diferencial importante nas discussões foi a experiência de atuação como membro titular do Conselho Estadual de Educação.

O reitor destaca que nesta troca de experiências sobre os modelos, chama atenção como o governo australiano investe na formação dos alunos através de subsídios aos estudos e que há projetos em discussão para ampliar estes financiamentos aos estudantes de intercâmbio.  “Há uma intenção muito objetiva deles em ampliar as parcerias com as instituições brasileiras e criar novas oportunidades para a mobilidade de estudantes de graduação, pós-graduação, docentes e pesquisadores”, complementa o Prof. Arten, que destaca ainda os inúmeros programas que foram apresentados aos reitores, que serão agora objeto de estudos complementares de viabilidade.

Segundo os representantes do Universities Australia, que reúne as instituições de ensino superior, a Austrália está vivendo sua terceira onda de educação internacional. A primeira se deu entre 1950 e 1960, quando receberam muitos asiáticos. Depois, nos anos 1990 e 2000, ocorreu a segunda fase, quando houve um boom de recrutamento de estudantes internacionais. Já a terceira etapa diz respeito ao período atual, com o estabelecimento de cooperações globais. O foco atual, porém, está voltada para a Ásia, América Latina e África do Sul.

Além do Prof. Arten, a vice-reitora da UNIFAE Maria Helena Cirne de Toledo também integrou a comitiva, que contou com os reitores paulistas da UNESP, Sandro Roberto Valentin e José Alfredo de Pádua Guerra, do Centro Universitário de Franca, além de representantes de outros estados brasileiros, com o objetivo de promover e fortalecer o processo de internacionalização das instituições de ensino superior afiliadas da ABRUEM.

 

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